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| 50% de 100 = ? |
Simplificando, a vida é basicamente probabilidade. VOCÊS que amam matemática, como qualquer ser humano neste Brasil varonil, devem se lembrar de cada propriedade de análise combinatória, permutação, combinação etc., não? Pois bem, definirei aqui o cérebro como um computador que atua com códigos binários, ou seja, só reconhece 1 ou 0. Nesse sistema de matrizes, sistemas e mais algumas aplicações matemáticas tudo que você está vendo nesta tela de computador é o resultado de inúmeros processamentos de dados binários, certo? Comparando com o cérebro e a vida temos o processamento continuo de situações diversas que nos circundam de maneira parecida a um computador. Por exemplo: a probabilidade de alguém chegar em casa quando você está sozinho(a) dando uns “amassos” com a/o namorada(o) é alta e seu cérebro já calculou isso na simples ação de você ter a ideia de realizar tal fetiche, tanto que injeta adrenalina no sangue. Outro bom exemplo é quando estamos na rua e identificamos alguns cidadãos como suspeitos para realizar um crime perfeito (preconceitos a parte, claro), o cérebro já maquinou tudo de uma maneira surpreendente que cada um imagina-se dando uns socos no cara, ou seja, dando uma de Jet Li ou Jackie Chan, mas sabendo ele que a probabilidade de apanhar e ser assaltado é de 99,99999%. Partindo para a lógica, deve ter sido daí que Murphy, brilhantemente, criou a Lei de Murphy que consiste na teoria que afirma: se algo tende a dar errado, com certeza dará.
O que acaba com esse sistema praticamente perfeito (nada nessa vida é perfeito), é o infeliz sentimento. Por quê? E você ainda pergunta? Simples. Você nunca parou para pensar no quanto feliz seria se não tivesse ido, contra sua vontade, à rua naquela bendita hora que sua mãe mandou você comprar o pão e descobrir que tinha alguém parado junto a uma árvore só lhe esperando para roubar? Pois, aquela vontade foi seu cérebro lhe alertando que a probabilidade de ir à rua e ser assaltado era de, pelo menos, 50% naquele horário implorado por sua mãe, só porque o pão estaria quentinho. E onde atua o sentimento? Naquela relutância sua de ir ou não ir, eis a questão! Ver sua mãe lhe implorando e depois brigando, reclamando e dando uma lição de moral pra você comprar o pão age no sistema nervoso fazendo liberar algum hormônio desgraçado que atua sobre algum campo do cérebro lhe deixando assim, com remorso. O pior só está quando você chega em casa sem o pão, dizendo que foi roubado, e aí tem que ouvir aquele sermão de que foi o destino e castigo divino porque você foi malcriado.
É meus caros, remorso, destino e castigos alheios são boas desculpas para enganar a incontável matemática que seu cérebro realiza até hoje caso contrário você não teria rido. O problema só existe quando vira algo constante acho que é por isso que igreja anda lotada e você fica sem saber se o certo é a probabilidade, matematicamente correta feita pela sua massa cinzenta, ou o sentimento, provavelmente sempre errado realizado por um conjunto de mecanismos orgânicos à fim de contribuir para a entropia desordem do universo.
Por Landim

Palmas!!
ResponderExcluirA probabilidade que eu fosse no seu subnick e "click" era pouca. Mas a probabilidade de eu entrar no blog e ver você falando de mulher era de 99,99999%. Não seria à toa que o primeiro exemplo das altas probabilidades ocorrerem foi "a probabilidade de alguém chegar em casa quando você está sozinho(a) dando uns “amassos” com a/o namorada(o)" kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Gostei do post, mas a probabilidade de eu gostar era alta, pois gosto de matemática.