O sentido é maior observando cada detalhe. Impossível dizer que tais obras -primas surgiram da costela de um homem, elas são tão autossuficientes que tivemos que criar mitos, aprisioná-las para tentarmos ter o mínimo de chance de aparecer como personagem principal de uma cena, como numa peça teatral. Cada sutil movimento é belo, mas também voraz se coloca-las no perfil de cruel, pois cada uma é, e não é a toa que todas temem umas às outras. Engraçado como é possível coexistir em seres características como beleza, delicadeza, ferocidade e dengozidade sem modificar a harmonia, principalmente na relação entre homem e mulher.terça-feira, 31 de agosto de 2010
Mulheres
O sentido é maior observando cada detalhe. Impossível dizer que tais obras -primas surgiram da costela de um homem, elas são tão autossuficientes que tivemos que criar mitos, aprisioná-las para tentarmos ter o mínimo de chance de aparecer como personagem principal de uma cena, como numa peça teatral. Cada sutil movimento é belo, mas também voraz se coloca-las no perfil de cruel, pois cada uma é, e não é a toa que todas temem umas às outras. Engraçado como é possível coexistir em seres características como beleza, delicadeza, ferocidade e dengozidade sem modificar a harmonia, principalmente na relação entre homem e mulher.domingo, 29 de agosto de 2010
O homem que não amava

Um coração, apenas tecido sanguíneo, plasma e plaquetas, músculo contraindo e relaxando. O ditame era esse: sístole! diástole! sístole! diástole! sístole!; era mecânica pura e perfeita como a de um sistema de polias, tudo calculado: força,trabalho,potência.
Um homem. E que homem era esse? Baixo, alto, magro, gordo, loiro, moreno, preto, branco, azul, amarelo, forte, fraco, não importa. Era um homem.
Chico, João, até Zé que fosse, o moço tinha o direito- se possível for invocar direitos nesse campo de coisas metafísicas- de manifestar amor, de irradiar este sentimento nobre, refinado, entretanto simples, porém complexo e inerente ao porquê humano.
Por motivo nenhum uma pessoa pode ser privada ou se privar do amor, mesmo que platônico se caracterize por ser o tal sentimento. O amor é a realização de si em outrem; é projeção, bem-estar, paz, é blues...
O quadro clínico do rapaz era grave. Médicos renomados tentaram diagnosticar, estudaram, leram e releram toda doutrina possível, efetuaram todos os exames conhecidos: raios-Xs, eletrocardiogramas e exame de toque. Nada foi descoberto. Apenas sensações desagradáveis.
O sr. continuava a procurar a cura, a resolução de seu problema, em todos os lugares imagináveis: bibliotecas, bares, prostíbulos. Ia de um lado para o outro sem saber muito bem onde estava. Não achou em livros, nem no meio das pernas de nenhuma moça a solução. Na bebida e na casa de Dona Bete Cuscuz (casa de moças bonitas e baratas) esquecia do problema, tinha algumas horas de sossego.
E agora? O que fará nosso herói?
Continua...
Por Rubico
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Filme
domingo, 15 de agosto de 2010
Papo escatológico ilógico

Vomitar, pensar, pensar, vomitar.
Será que existe alguma semelhança? Fiquei me perguntando e resolvi fazer uma explanação só por curiosidade, por não ter nada mais de interessante a fazer (pra ser sincero).
Os dois fenômenos pressupõem trabalho, força, labuta. Vomitar é a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pensar não necessariamente é expulsar, tão pouco expulsar conteúdo gástrico, mas é um exercício. Acontece que além dos vômitos alimentares - quando apresentam apenas conteúdos alimentares- existem os vômitos fecalóides (termo técnico com fonte na Wiki) - quando apresentam características como odor pútrido e cor escura. Vejamos:
Pensamentos podem ter cor escura?... sim... podem! Eu tenho pensamentos obscuros freqüentemente durante o dia- imaginem então pela noite. Citando um exemplo, durante o dia vem aquele lapso, apenas um lapso, de querer explodir um ônibus urbano quando atrasa e você tem algum compromisso importante; ou está lotado e você quer espaço, afirmar a sua individualidade pregada pela modernidade; ou até mesmo quando tem vômito de amendoim no banco em que você, descuidadamente, sentou. Que vontade que dá de explodir tudo, gritar, matar- principalmente nessa ultima situação em que, por sinal, o vômito é o que dá origem ao pensamento.
Podem feder?... não. Acho que não. Pensamentos fedidos? Como seria o fedor dentro da cabeça? É até difícil imaginar isso. Acho tão improvável essa possibilidade do odor que, por exemplo, tem gente que fala merda, muita merda, e nem por isso sai-lhe fedendo a merda dita pela boca.
Tem também aquele vômito em jato - são vômitos explosivos, e a bulimia nervosa - vômitos induzidos, patológicos. Se nós tentarmos relacioná-los com pensamentos, meditações, esse seria o caso de pessoas que muito pensam, explosivamente, por mania (mania de pensar?), gosto talvez patológico de raciocinar, ou seja, gênios ou loucos. Já me perguntei tanto se sou louco; como saberia que não sou louco; como seria ser louco; se não é loucura pensar ser louco. Foi num desses dias de questionamento que ouvi, num programa desses como “tarde maior” ou “manhã toda sua” e que fica uma mulher velha, loira e com muitas intervenções plástico-cirurgicas dizendo coisas sem sentido algum, a definição de loucura que mais me conforta e me dá segurança de que não sou louco: louco é aquele que não mais se pergunta sobre sua loucura. Mas na verdade, nem tanta segurança assim me passa, pois nesse exato momento questiono-me sobre a utilidade, lógica, concatenação, lucidez do texto que escrevo. Isto é doentio! Será que faz sentido ou foi apenas... loucura?
Estou começando a ficar enjoado de tentar pensar mais alguma coisa. Acho que vou vomitar...
Por Rubico
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Música
O Disco de Lenine que mais pode ser percebido esse estilo é no denominado “Na Pressão” que existem músicas mil retratando o estilo de vida brasileiro, os costumes, sofrimentos e alegrias desse nosso povo.
Abraço, Landim

