Meu caro amigo desconhecido leitor, conto-te aqui não alguma estória de uma criação. Quero contar-te uma estória de memória com adivinhação daquelas a criar pensação. Possa ser essa uma daquelas de hora ou mesmo de vida, de meia vida, um quarto de vida, um oitavo de segundo. Venho sem mais nem menos, sem quê, para quê ou por quê. Não sei quando nem onde vai parar, se hoje, amanhã ou aculá.
É uma estória das antigamentes temperada com alegrias e tristezas, muitos sonhos e aventuras, dificidades e ternuras. Não hei de alongar demais esta conversação de trocadilho de palavriados com uma imitação sorrateira daqueles Vieira e Matos dos passatempados.
Sei que esta estória começa de dentro da cabeça de um maluquinino que nada conhecia, mas que de tudo sabia. Na vida ele já via que é fardo de burro carregar e de cristão se enganar, da morte se gratificar e do tonto se vangloriar, da virgem estragar e da puta santificar. Esse é um daqueles meninos dos quais se passam na calçadaria e a buchecha de mulata roxeia e lilaseia, daqueles que se presenteia com carro de puxar e empurrar no lugar de montar lata de carro, badogue de gancho e vassoura de cavalo. Tem que se ter meninice de guri de interiôr, de aprontart na redondaria e a vizinha delatar para a mainha.
Por hoje aqui vou ficando convintimando-o a voltar pra ler pensando imaginando onde tudo isso há de dar sem tempo nem lugar.

só passando pra dizer um oi. ansiosa pela continuação desse texto! beijo
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