quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Na noite

A ansiedade tem entrado em mim assim como a claridade de um poste que invade e toma um quarto escuro. O que era calmo se agita; o que era treva agora é perturbado pelo fulgor. A pálpebra se fecha. Mas a mente não descansa. Os olhos continuam acordados, vivos. É quando a luz, estranhamente, rompe qualquer possibilidade de sonhar. A ansiedade tem entrado assim em mim e no meu quarto. Depois sai correndo. Diz-me "até logo".

por Pedro Victor Vilas Boas (Rubico) às 03h

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