O mundo vive em guerra, nosso mundo vive guerras. Mas não são, apenas, guerras internacionais como a EUA x Iraque ou forças policiais x marginalizados em morros no Rio de Janeiro, essas, maiores, derivam de outras promovidas desde que mundo é mundo. Estou falando de guerras interpessoais e intrapessoais que eu e você praticamos no dia a dia por uma simples passagem na rua ou por passar por maus bocados e se deixar vencer pela difícil situação.
Lá atrás, quando o primeiro homem dividiu um pedaço de terra e afirmou que era sua propriedade criando, assim, a propriedade privada, além disso, estava definindo valores e princípios excludentes e autoritários que o colocaram como ser superior àqueles que não possuíam uma ou que possuíssem uma menor. Nos dias de hoje nada é diferente, pois, querendo ou não, quem tem capacidade financeira de se "isolar" deste mundo o fará sem pensar duas vezes e não o julgo como sendo errado por preferir um carro blindado com os vidros mais escuros possíveis e morar em um prédio de um condomínio que se resume em um feudo moderno. O que quero expor é que existe um mundo lá fora que espera alguma coisa de nós que não seja orgulho, desprezo, muito menos braços cruzados, mas não pense neste mundo como sendo somente uma ilusão do que não conseguimos abraçar ou medir dimensões com uma fita métrica e sim sua casa, família, trabalho etc., pense do micro para o macro, dessa maneira poderá perceber o que pode fazer para modifica-lo como filhos, estudantes e profissionais.
Ouvi certa vez que arte era tudo aquilo que nos causa sensação de estranheza, mas ao ver uma pessoa necessitada na rua pedindo esmola tenho tal sensação e acredito que muitos não gostariam que esse quadro fosse chamado de arte, no entanto quantos se movimentam para deslocar essa situação? Não quero falar apenas de mendigos, mas de muitas outras pessoas, daquelas que não tem condições de pagar um serviço médico, mas que precisam de um, daquelas que não possuem condições de bancar procedimentos odontológicos, acompanhamento psicológico, ajuda de um advogado ou que querem, simplesmente, um amigo para conversar. Sei que para estarem necessitadas dessa maneira parcela da culpa é delas mesmas, porém para muitas outras não. O ponto em que quero chegar é: Você pode fazer o que para alterar realidades?
"Sei lá, as pessoas têm muito medo de pensar que as coisas podem mudar. O mundo não é feito somente de merda. Mas é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são. Mesmo que sejam ruins é difícil mudar. Então as pessoas desistem. Quando isso acontece, todo mundo sai perdendo. É difícil, não dá pra planejar. Você precisa observar mais as pessoas. Ficar de olho nelas e protegê-las. Nem sempre a gente sabe o que precisa. É a grande chance de consertar uma coisa que não seja sua bicicleta. Dá pra "consertar" uma pessoa".
Filme: Corrente do Bem
Por Lucas Landim

Muito bom!!!
ResponderExcluirTem coisas que fazem a gente pensar!
Beijo